quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
de repente
deixou de ser
tão de repente que o coração sangrou e congelou
tão de repente como castelo de areia construido na praia em final de noite de lua cheia e devorado pelo mar...
construido a dois que era um só....
ou a um que achava que era dois...
de repente o engano se fez
a ternura se desfez
de repente não sei como de repentes acontecem tão de repente
domingo, 1 de fevereiro de 2009
Confesso
A cada texto descobria um amor
Tão intenso e exigente
Que prendeu minha respiração
Confesso: fiquei com inveja
De ver tamanho desvelo
Em todos os momentos
Que a vida permitia
Mas confesso que fiquei confusa
Como pode alguém amar tanto
E aceitar tão pouco
Ou o tão pouco basta para este amor?
Ou o amor é tão grande
Que o tão pouco se perde na sua imensidão?
Confesso que li e reli
E continuo confessando: tive inveja
Não do alguém
Só do amor....
bye Jaque por IIto
quinta-feira, 11 de setembro de 2008
quinta-feira, 10 de julho de 2008
Outro tempo começou pra mim agora.....

Pra Rua Me Levar
Ana Carolina
Composição: Ana Carolina / Totonho Villeroy
Não vou viver, como alguém que só espera um novo amor Há outras coisas no caminho aonde eu vou
As vezes ando só, trocando passos com a solidão
Momentos que são meus e que não abro mão
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta Outro tempo começou pra mim agora
Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
E eu vou lembrar você
É... mas tenho ainda muita coisa pra arrumar Promessas que me fiz e que ainda não cumpri Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir
Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora
Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
E eu vou lembrar você...
quarta-feira, 9 de abril de 2008
TUDO VALE A PENA QUANDO A ALMA NÃO É PEQUENA
Às vezes o sentimento de perda é grande não só pelo que se perdeu mas a maneira como se perdeu...
Principalmente nas relações onde nossa tendência é supervalorizar já que o momento nos conduz para uma avaliação baseada no sentimento.
Na maioria das vezes nossos pressentimentos já nos alertaram para a impossibilidade de continuarmos mas preferimos ignorar .
Somente depois de um tempo com a razão falando mais alto conseguimos fazer uma analise mais criteriosa.
Neste momento podemos copiar o nosso fantástico Lulu Santos: Não vou dizer que foi ruim, também não foi tão bom assim....
Até entendermos que a vida segue e que a perda foi só conseqüência de uma situação que na verdade não ia nada bem, por algum motivo que no fundo no fundo sabíamos, mas não queríamos admitir, leva um tempo.
Costumávamos brincar , entre um grupo de 5 amigas assim: a última que chorou foi por 10 dias, vc tem agora 8 dias para chorar e falar no assunto.
Uma maneira de dizer umas as outras que sofrer é inevitável mas que o sofrimento é opcional, como já dizia o nosso maravilhoso e sábio Carlos Drummond de Andrade.
O luto precisa ser vivido por qualquer perda e cada um tem o seu tempo para viver o luto.
Não há duvida que hoje as relações se deterioram mais depressa...alguns acreditam que seja o fato de se viver muito intensamente todas as etapas de uma relação sem dar tempo para conhecer a pessoa mais a fundo, outros dizem que não é mais necessário perpetuar as relações ruins como já foi há um tempo atrás.
Mas não existe receita.
Cada um dá o que pode e quem recebe pode querer, ou não, mais ou melhor.
No final o que vale é o que se aprendeu.
Para algumas pessoas fica impossível estabelecer uma relação com o outro quando a mentira e a traição vêm juntas.
Isto vai de cada um e dos critérios que ao longo do tempo vão se construindo na pessoa. Assim como alguns acham que roubar não é tão ruim, outros acham que a traição é perdoável.
Até acredito que ela seja perdoável se o investimento do relacionamento for maior do que os critérios estabelecidos durante a trajetória de vida e, os filhos ou outros valores, falem mais alto.
No final caminhamos com passos lentos e sem vontade mas caminhamos e na grande maioria das vezes o amor próprio fala mais alto e AÍ podemos perceber que nem perdemos tanto assim..............
TUDO VALE A PENA QUANDO A ALMA NÃO É PEQUENA
domingo, 6 de abril de 2008
Não sei quantas almas tenho - Fernando Pessoa

"Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,
Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.
Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu."
terça-feira, 1 de abril de 2008
aranhas

Quanta teia construímos em nossas vidas...
E por algum tempo elas tem amarras firmes, quase definitivas...
Mas vem o tempo, o desgaste e as amarras se afrouxam.
Algumas vezes se rompem totalmente.
E não existe nada que possamos fazer? Ou não nos interessa mais fazer algo?
E nos perdemos daquelas pessoas com quem convivíamos por força da vida.
Durante algum tempo tentamos manter viva nossa vontade de não as perder...
Mas o tempo, este que cura, que mostra caminhos nos traí .
E o que era vontade se vai...
E a vida nos leva para outros caminhos...
Algumas lembranças ficam.... outras se perdem com a nossa total aquiescência ...
Mas outras teias virão
É o ciclo da vida e renovar é preciso.

